sábado, 23 de abril de 2011

Sermão: A Ressurreição do Carpinteiro de Nazaré

Hoje é o Domingo da Ressurreição. A ressurreição de Jesus é o fato que torna o Cristianismo singular em relação a todas as demais religiões. Existem no mundo grandes religiões como o Islamismo, o Hinduísmo, o Budismo e muitas outras, mas nenhuma dessas religiões diz que o seu fundador ressuscitou dentre os mortos. Mohamed, o profeta do Islã, não ressuscitou dentre os mortos, Buda também não, Confúcio também não… Só acerca de Jesus se diz que ressusctiou de entre os mortos. Hoje eu quero falar um pouco acerda da ressurreição de Jesus.

Páscoa fala acerca de libertação, e a festa da Páscoa dos judeus era realizada em comemoração à libertação do povo da escravidão do Egito, quando Deus enviou Moisés, castigou o Egito com 10 terríveis pragas e então, humilhado, o Faraó os deixou partir. Mas o fato é que o povo judeu nunca viveu realmente livre e sossegado. Sempre houveram nações que oprimiram os judeus. No tempo dos juízes, eles viviam sempre em aperto com os seus vizinhos, que lhes subjulgavam e lhes roubavam as plantações. Depois veio a Assíria e a Babilônia que os levou cativos. Eles nunca foram realmente um reino respeitado por seus vizinhos, uma nação forte.

Mas os profetas diziam que um dia viria um Rei que os faria uma nação forte e respeitada, um descedente de Davi que reinaria para sempre, e que até governaria todas as nações (Is 9.6; Jr 23.5,6; Mq 5.2-4). Esse era o Messias que eles esperavam. Um Messias Rei, poderoso, majestoso, um líder forte.

Os tempos passaram e muitos vieram declarando serem o Messias. No tempo do Novo Testamento, era o Império Romano que dominava o mundo, inclusive os judeus. Os judeus deviam pagar imposto aos Romanos. Os judeus odiavam isso. Mateus era um cobrador de impostos, e nem é de se admirar como os judeus odiavam os cobradores de impostos. Mas Jesus chamou Mateus para ser um de seus discípulos entre os doze. E uma vez Jesus se hospedou na casa de Zaqueu, que era o chefe dos cobradores de impostos. Tudo isso deixava os judeus nervosos. Como podia Jesus se associar e se relacionar com os que ajudavam Roma a oprimi-los? Os irmãos devem estar lembrados da ocasião em que os fariseus tentaram pegar Jesus numa trama, ao perguntarem se era lícito ou não pagar imposto a César. Tanto negando quanto afirmando, Jesus se comprometia. Se negasse, os sacerdotes podiam denunciá-lo para as autoridades romanas. Se afirmasse, eles o acusariam de ser a favor dos opressores (Luc 20.20-26).

Os judeus, então, nos tempos do Novo Testamento, viviam subjulgados por Roma. Muitos já haviam se levantado, revoltados com essa situação, dizendo serem o libertador prometido. Arrebanhavam então os seu seguidores e lideravam movimentos de revolta para lutar contra Roma. Mas as tropas romanas sempre os abatiam. Era por essa razão que as tropas romanas sempre se faziam presentes nas regiões da Palestina, porque o povo judeu era considerado um povo revoltado. Lembre-se que Jesus curou o filho do centurião de Cafarnaum. Tinha então uma guarnição romana em Cafarnaun, um centúria, ou seja, 100 soldados.

É nessa época que Jesus aparece, tempo em que os judeus estão sedentos por liberdade, cansados de viverem subjulgados, ansiando por um libertador. Mas Jesus não apareceu como um rei, mas sim como um homem simples, filho de um carpinteiro lá da vila de Nazaré. Jesus não correspondia com as expectativas do Messsias prometido no Antigo Testamento, de acordo com a perspectiva dos judeus. Os sacerdotes e líderes judeus não o aceitaram porque Jesus não pareciam em nada com a figura de um rei. Até na sua entrada em Jerusalém, ele foi montando em um jumentinho. Por que não em um bonito cavalo branco? Reis não montam em jumentos, é vergonhoso. Contudo, os discípulos de Jesus, aqueles 12 e alguns poucos mais, acreditavam realmente que Jesus era o Rei prometido. Eles já haviam presenciado muitos milagres, Jesus já havia acalmado tempestades, ressuscitado mortos, multiplicado pães e peixes, transformado água em vinho, curados inúmeros doentes… Para eles, Jesus eram realmente o Messias esperado. Uma vez Jesus perguntou dos próprios discípulos o que eles achavam dele. Vamos conferir a resposta de Pedro (Mt 16.13-16). Eles guardavam a esperança de que um dia Jesus iria se manifestar como Rei poderoso (At 1.6; os 2 discípulos no caminho de Emaus Lc 24.21).

Mas a esperança deles se esvaiu derrepente, ao verem o seu mestre morrer morimbundo, humilhantemente numa cruz. A imagem de Jesus pendurado, corpo dilacerado, ensanguentado, naquela rude cruz, não lhes deixava o menor resquício de esperança. Ele não podia ser o Messias, Ele não podia ser o poderoso rei tão ansiosamente aguardado. Decepcionados, quiseram voltar ao seu antigo ofício de pescador (João 21.2,3). Os discípulos de Emaús voltavam desiludidos para a vila. Muitos outros que se auto-proclamavam messias já haviam aparecido, mas também havia sido apagados. Com Jesus não seria diferente. Os discípulos estavam totalmente desesperançosos.

Mas o fato é que a história não acaba aqui. A história não acaba ali naquela humilhante cruz. Jesus haveria de ressurgir triunfante, vitorioso sobre a morte. No domingo pela manhã cedo, Maria Madalena e outra Maria foram ao sepulcro. Mas ele já não estava lá. Os discípulos demoraram para acreditar. Depois de ressurreto, Jesus precisou provar para eles que ele havia realmente ressuscitado, e até comeu com eles. Então, já sem a menor dúvida, aqueles homens saíram destemidos a proclamar a ressurreição de Jesus, até ao ponto de darem a sua vida.

Meus irmãos, esse é o Jesus que nós servimos. O Jesus que derrotou a morte. Homens importantes se levantam neste mundo, grandes nomes da ciência, da filosofia, da política. Grandes conquistadores, grandes reis, grandes presidentes. Mas não demora e vem a morte e derrepente os restos mortais do poderoso jazem fétidos numa sepultura sob a terra. Isso aconteceu com Mohamed, com Buda, com Confúcio, com Platão, com Sócrates, com Napoleão Bonaparte, com Leonardo da Vince. Nenhum deles se livrou da morte. Mas você não encontrará em lugar nenhum os restos mortais do Carpinteiro de Nazaré.

O que a ressurreição de Jesus significa (1 Co 15.3-20)

1. Significa a derrota da morte

2. Significa o renascer da esperança (1 Co 15.18-19)

3. É a garantia da nossa ressurreição (1 Co 6.14)

Conclusão

Todos temem a morte. Mas a boa nova é que este terrível inimigo já está vencido pelo Cristo ressurreto, e agora podemos crer no amanhã. Aleluia!!! Vamos cantar “Porque ele vive”.

Pr. Elienae Moura

Sermão pregado em Dili, Timor Leste

Domingo de Páscoa, 2009

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Escola de Profetas

Estes são alunos do nosso instituto bíblico aqui no Timor Leste, os futuros líderes da igreja nesta nação, que em breve substituirão os missionários. Quinze estão estagiando nos campos, treze estão concluindo a parte teórica. A maioria desses obreiros se converteram e foram discipulados pelos próprios missionários. De vez em quando um deles é escalado prá pregar na igreja central aqui em Dili (capital do Timor). É gratificante vê-los anunciar com ousadia o Evangelho. Isto é também impactante na vida dos próprios timorenses, visto que costumam não acreditar neles mesmos. Portanto, quando veem um de seus semelhantes subindo ao púlpito e pregando com autoridade, da mesma maneira como fazem os missionários estrangeiros, eles ficam maravilhados, e passam a acreditar que o timorense também tem capacidade para pregar a Palavra de Deus. Já flagrei alguns alunos ensaiando pregação escondidos, ou na igreja vazia. Esta é mesmo uma escola de profetas!
Por causa da inexistência de livros na língua Tetum, nós precisamos preparar as apostilas nessa língua, o que é uma tarefa árdua. Embora seja bastante trabalhoso, visto que não trabalhamos apenas com o instituto bíblico, é muito gratificante. Orem por esses obreiros. A tarefa que está adiante deles é espinhosa, pois a igreja católica aqui parece estar determinada a impedir o avanço do evangelho nesta nação.

terça-feira, 29 de março de 2011

Jovens cristãos em ação

Jovens cristãos novos-convertidos apresentando um drama em mímica, acerca da verdade bíblica de que o pecado escravisa o homem.

Reliquia de Dom Bosco em Timor Leste

Pessoas reunidas para venerar a urna de Dom Bosco, relíquia sagrada que visitou o Timor Leste no mês passado para "trazer paz e estabilidade", como noticiou um jornal local.

O caráter didático da tragédia

Outdoor numa das ruas do centro de Dili, capital do Timor Leste.

A tragédia tem esse potencial de nos ensinar lições. Infelizmente (ou felizmente), é assim que as coisas acontecem.

domingo, 27 de março de 2011

Encontro de Ouvintes da Rádio Voz

Dia 27 de fevereiro. Realizamos um encontro com os ouvintes da Rádio Voz. Entre 60 e 70 deles participaram, a maioria não-evangélicos. O objetivo do encontro foi evangelístico e foi realizado dentro da nossa igreja aqui em Dili. Na foto, jovens da igreja apresentam um drama: um diálogo em um salão de beleza acerca da existência de Deus. Coisas singelas mas que com toda certeza plantam a semente do Evangelho nos corações.

Homenagem ao Pr. Eraldo e sua esposa Rosinalda

Esse é o Pr. Eraldo e sua esposa Rosinalda, da Assembléia de Deus de Recife. Nossos amigos que trabalharam incansavelmente pela evangelização do Timor Leste. Excelentes ganhadores de almas, seus folhetos evangelísticos se espalharam por praticamente todo o território timorense, e dezenas de pessoas conheceram a Jesus. Expôs-se ousadamente, mas os frutos vieram abundantes. Precisaram voltar ao Brasil e deixaram sob os nossos cuidados duas dezenas de suas ovelhas, a maioria jovens. Mas além das ovelhas, deixaram também para nós o exemplo de amor e dedicação abnegada a obra do Senhor. Que o Senhor vos recompense, que a Sua mão bondosa seja sobre vocês e vos abencôe abundantemente.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Catolicismo medieval continua vivo


A foto acima é de uma página do jornal Timor Post, de circulação nacional aqui em no Timor Leste, do dia 14/02/11. A notícia mostra bem o engano religioso asqueroso que oprime as pessoas aqui. Vou traduzir algumas partes do texto, que está escrito em Tetun (ou “tetunguês”, com tantas palavras emprestadas do Português).

“URNA DE DOM BOSCO VAI TRAZER PAZ E ESTABILIDADE”
DILI – Dom Bosco vai trazer paz e estabilidade através de sua relíquia. Por isso, todos os cristãos católicos irão se achegar a sua urna a fim de receber bençãos e perdão para todos os seus pecados, quando a urna chegar no Timor, no dia 18 de Fevereiro.
O padre Aparício disse aos jornalistas que, através da graça da presença da urna de Dom Bosco, pode também ser (como) uma plenária dada pelo próprio Amo Papa, para que todos os cristãos católicos se acheguem à urna para receber graça, benção e perdão para os pecados que ordinariamente não podem ser perdoados pelos outros sacramentos existentes, disse o padre.
(...) E também (nesse momento da) a história de Timor Leste, recém independente, a urna de Dom Bosco não é somente como o embaixador de uma nação, mas também é um embaixador de Deus e da igreja, disse ainda o padre.
“Eu acho que ela (a urna) se torna como um embaixador de Deus, embaixador da igreja, que vem visitar os cristãos católicos timorenses e todo o povo em geral nesse momento da história” disse o padre.
A presença da urna tem uma grande relação com a saúde. Foi por isso que os salesianos de Dom Bosco convidaram o ministro (da saúde) para dar informações gerais acerca da saúde e educação.


Que a luz do Evangelho ilumine esta jovem nação que tanto sonha com um futuro melhor, e dissipe as trevas que mantém as pessoas oprimidas e cegas para a verdade.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Novos cristãos batizados em Dili


Sábado, 08 de Janeiro de 2011, às 9 da manhã. Nove novos cristãos da igreja de Dili desceram as águas batismais (três não poderam vir por não terem sido liberados pelos seus patrões), cada um deles com a sua historia. Há os que enfrentaram ferrenha oposição da família, uma outra teve que contrariar a vontade do esposo, que ainda não aceitou a Jesus. Uma dessas pessoas é aidética. Depois de meses de sofrimento e rejeição até da família, encontrou refúgio na igreja. Desde então sua saúde melhorou consideravelmente. Duas delas eram católicas ativas. Mas quando enfrentaram problemas na família, a igreja simplesmente as ignorou. Uma delas levou uma surra violenta do marido, e até hoje ainda é perseguida por esse covarde. Nesse estado chegaram à nossa igreja e encontraram o refúgio de Cristo para as suas almas. Os programas de rádio que fazemos aqui também contribuiram para a conversão de uma dessas pessoas, particularmente o programa que a minha esposa apresenta todas as manhãs. Enfim, é o Reino de Cristo se expandindo no Timor Leste.

Discipulando



Sexta-feira 07 de Janeiro de 2011, 17:30. Nesta foto minha esposa está dando um estudo bíblico acerca do batismo em águas para estes irmãos. Alguns deles descerão às águas no sábado seguinte. A singeleza do ambiente impressiona. O Evangelho é simples assim. A pompa ritualista é dispensável.